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Leilão de imóveis

Leilão pode ser um bom negócio. O que decide é ler o edital e a matrícula antes do lance, e não depois.

Leilão judicial Leilão de banco Análise de edital Imóvel ocupado

Em poucas palavras

Antes de dar o lance, é preciso saber quem responde pelas dívidas do imóvel, se ele está ocupado, se o leilão pode ser anulado e em que situação está a matrícula. Depois da arrematação, falta ainda a posse e o registro. O edital responde parte disso; a matrícula e o processo respondem o resto.

Antes

Edital

Um preço abaixo do mercado, um prazo curto para decidir e muitas letras miúdas.

Depois

Imóvel seu

Arrematação registrada na matrícula e o imóvel desocupado e entregue.

Leilão judicial e leilão de banco

No leilão judicial, o imóvel vai a leilão dentro de um processo, normalmente para pagar uma dívida do dono. As regras estão no Código de Processo Civil e no edital publicado pelo juízo.

No leilão de banco, o imóvel foi dado em garantia num financiamento com alienação fiduciária e o comprador deixou de pagar. O banco leva o imóvel a leilão pelo procedimento da Lei 9.514/1997, sem processo judicial. Há ainda a venda direta, quando o imóvel não foi arrematado nos leilões.

O que analisamos antes do lance

  • O edital: condições de pagamento, comissão do leiloeiro e quem responde por IPTU, condomínio e outras dívidas.
  • A matrícula: outros credores, penhoras, usufruto e se a área bate com a realidade.
  • O processo ou o procedimento do banco: se o antigo dono foi intimado como a lei manda. Falha nessa etapa é o motivo mais comum de pedido de anulação do leilão.
  • A ocupação: se o imóvel está ocupado, por quem, e quanto tempo e custo a desocupação pode levar.

Depois da arrematação

Arrematar não é o fim. Ainda é preciso pagar o ITBI, levar a carta de arrematação ou a escritura a registro e, se o imóvel estiver ocupado, entrar com o pedido de imissão na posse. No leilão de banco, a lei permite pedir a desocupação com prazo de 60 dias. Acompanhamos essas etapas até o imóvel estar no seu nome e na sua mão.

Para a análise

Com o link do leilão ou o número do lote já dá para começar.

  • Edital do leilão
  • Matrícula atualizada
  • Número do processo
  • Fotos e laudo, se houver

Como conduzimos

  1. Análise antes do lanceEdital, matrícula, processo e ocupação, com os riscos por escrito.
  2. ArremataçãoOrientação sobre lance, pagamento e documentos.
  3. RegistroITBI e registro da carta de arrematação ou da escritura.
  4. PosseImissão na posse e desocupação, quando o imóvel está ocupado.

Perguntas frequentes sobre leilão

Respostas gerais. Cada caso depende dos documentos e da história do imóvel.

Quem paga o IPTU atrasado do imóvel arrematado?

Depende do tipo de leilão e do edital. No leilão judicial, os débitos de IPTU anteriores costumam ser pagos com o próprio valor da arrematação. Em leilões de banco, o edital pode transferir dívidas ao arrematante. Por isso o edital precisa ser lido antes do lance.

E se o imóvel estiver ocupado?

A desocupação fica a cargo de quem arrematou. É feita por pedido de imissão na posse e, no leilão de banco, a lei prevê a desocupação em 60 dias. O tempo real depende do caso, e esse custo precisa entrar na conta do lance.

O leilão pode ser anulado depois?

Pode, principalmente quando o antigo dono não foi intimado corretamente. A análise do processo antes do lance reduz esse risco.

Antes de comprar, antes de vender

E quando alguém da família falece. Traga o que tiver sobre o imóvel, contrato, recibos, IPTU, matrícula, e na primeira conversa vemos a situação jurídica e o caminho que faz sentido.